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GERADORES DE ÁGUA QUENTE

Este sistema é composto por equipamento destinado a prover com água quente a toda rede hidráulica projetada para este fim, there utilizando em sua maioria em condomínios como combustível gás (GLP ou natural), ailment óleo ou eletricidade.

A água quente gerada nesse equipamento é acumulada em reservatório isotérmico, sendo levada normalmente aos andares por intermédio de eletrobombas ou gravidade, quando houver condições.

O fornecimento de água quente, além da conveniência para melhorar as condições de conforto e higiene, também é utilizada em aparelhos sanitários de uso comum.

Os sistemas em condomínios devem ser baseados em normas técnicas pertinentes, como a ABNT NBR 7198 – Projeto e execução de instalações prediais de água quente. A ABNT está neste momento desenvolvendo uma nova norma que irá juntar a norma de água fria e quente, e que deverá ir a consulta nacional ainda em 2016.

O abastecimento de água quente é feito em encanamentos separados dos de água fria e pode ser de três tipos.

  • Sistema individual ou local, onde a produção de água quente para um único aparelho ou no máximo, para aparelhos do mesmo ambiente. São aparelhos localizados na própria região de uso como exemplo o chuveiro elétrico, onde não existe a necessidade de uma rede de tubulações para água quente;
  • Sistema central privado, onde neste sistema se produz água quente para todos os aparelhos de uma unidade residencial, a qual se torna vantajosa, pois o custeio da conta de energia ou gás e respectiva manutenção, será de responsabilidade de cada condômino. Os aparelhos de aquecimento para este sistema podem ser instantâneos (ou de passagem), onde a água vai sendo aquecida à medida que passa pelo aparelho (sem reservação) ou de acumulação, onde a água é reservada e aquecida para posterior uso.

Para este sistema de aquecimento, deve haver uma prumada de água fria exclusiva, com dispositivo que evite o retorno da água do interior do aquecedor em direção à coluna de água, tal como o sifão térmico. Os aquecedores deverão ainda contar com dispositivo para exaustão dos gases e os ambientes onde os mesmos serão instalados devem obedecer às normas quanto à adequação de ambientes;

  • Sistema central coletivo, onde neste sistema se produz água quente para todos os aparelhos ou unidades da edificação. O aparelho de aquecimento é normalmente situado no térreo ou subsolo, para facilitar a manutenção e o abastecimento de combustível. O abastecimento de água, neste caso, também é feito por meio de uma prumada exclusiva. Estes aparelhos (comumente denominados de caldeiras) podem apresentar dispositivos para a troca do energético alimentador (sistema de backup); assim tem-se caldeira a gás e eletricidade num mesmo aparelho, proporcionando a alternância da fonte de energia. Assim como nos aquecedores de acumulação para central privada, o reservatório pode estar situado conjuntamente com o gerador ou não, dependendo do espaço físico destinado ao aparelho. Assim, pode-se ter o gerador no pavimento térreo ou subsolo e o reservatório na parte superior da edificação (cobertura).

A temperatura com que a água deve ser fornecida depende do uso a que se destina, quando uma mesma instalação deve fornecer água em temperaturas diferentes nos diversos pontos de consumo, faz-se o resfriamento com um aparelho misturador de água fria ou o aquecimento com um aquecedor individual no local de utilização. As temperaturas recomendadas são:

Uso                                                                    Temperatura ºC

Banhos, lavagem de mãos e limpeza        40 a 50

Cozinhas                                                          55 a 75

Lavanderias                                                    75 a 80

Finalidades médicas                                     maior que  100

Atualmente, muito se fala do risco da proliferação de bactérias como a legionella pneumophila, em sistemas que não são devidamente projetados ou mantidos de forma adequada, onde recomendamos atenção especial a este tema.

Mas afinal, o que é legionella pneumophila A resposta é uma bactéria que vive em ambientes aquáticos naturais, como a superfície de lagos, rios, águas termais, tanques. Entre os locais de risco estão também os sistemas artificiais de abastecimento e rede de distribuição de água de cidades, torres de refrigeração, instalações como duches, sistemas de ar condicionado, humidificadores ou fontes. A bactéria coloniza equipamentos de refrigeração e outros que contenham água tépida (temperatura de água entre os 20ºC e os 45ºC, sendo o crescimento mais favorável entre os 35ºC e 45ºC) onde se multiplica. Pode ser inalada em gotículas e chegar aos pulmões dando início à infecção. A doença não se transmite de pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada. A infecção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias.

Investigações laboratoriais demonstram que o agente da infecção se encontra preferencialmente na água quente sanitária, nos sistemas de ar condicionado (como nas torres de arrefecimento, nos condensadores de evaporação e nos humidificadores), nos aparelhos de aerossóis ou nas fontes decorativas. A bactéria tem sido isolada nas redes de abastecimento de água, onde, aliás, pode sobreviver longos meses. Os pontos de maior disseminação de aerossóis são as torneiras de água quente e fria e os chuveiros. A infecção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias.

As autoridades de saúde esclarecem que as pessoas não devem ter receio de beber ou cozinhar com a água da torneira. “Esta infecção só se transmite de uma forma especialmente bizarra, só respirando a água pelas gotículas, pelos aerossóis”.

Os sintomas da doença são os mesmos de uma pneumonia: tosse, febre e dificuldades respiratórias. A doença pode ser confirmada através de testes laboratoriais que identificam a presença do microrganismo. Em regra, cinco ou seis dias depois de um indivíduo inalar bactérias (presentes nas gotículas de água) poderão surgir as primeiras manifestações clínicas. É o chamado “período de incubação” que, no entanto, pode variar entre dois e dez dias. Em caso de dúvida deve contatar um médico.

Por estas razões o sistema demanda cuidados de uso como por exemplo:

  • Não obstruir a entrada do ambiente destinado à instalação do equipamento;
  • Observar se todas as aberturas destinadas à ventilação do ambiente mantêm-se desobstruídas;
  • Não permitir estocagem de qualquer tipo de material dentro do ambiente exclusivo para os equipamentos;
  • Não operar o equipamento com os registros de água fechados;
  • Ao perceber vazamento de gás no ambiente, acionar o registro de corte de gás do equipamento e informar a empresa de manutenção;
  • Caso os queimadores apaguem sozinhos, verificar se há corrente de ar intensa no ambiente;
  • Não lavar a parte externa do equipamento com água ou com qualquer outro produto, sob risco de provocar danos nos seus instrumentos;
  • Não obstruir as saídas das chaminés.

 

PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS A SEREM ATENDIDAS EM QUALQUER INTERVENÇÃO NO SISTEMA

  • ABNT NBR 15203 – Aquecedores de ambiente domésticos não ligados à chaminé (incluindo os de combustão catalítica difusiva), que utilizam exclusivamente gases liquefeitos de petróleo (GLP) – Especificações;
  • ABNT NBR 15526 – Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais e comerciais – Projeto e execução;
  • ABNT NBR 15806 – Sistemas de medição predial remota e centralizada de consumo de água e gás;
  • ABNT NBR ISO 16486-6 – Sistemas de tubulações plásticas para fornecimento de gases combustíveis – Sistemas de tubos de poliamida não plastificada (PA-U) com união por solda e união mecânicas – Código de práticas para projeto, manuseio e instalação;
  • ABNT NBR 5899 – Aquecedor de água a gás instantâneo;
  • ABNT NBR 8130 – Aquecedor de água a gás tipo instantâneo –Requisitos e métodos de ensaio;
  • ABNT NBR 10540 – Aquecedores de água a gás tipo acumulação – Terminologia.

 

 

 

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Ronaldo Sá Oliveira
Diretor da RSO ASSESSORIA, especialista em normalização atuando em mais de uma centena de comissões técnicas nos últimos anos, dentre as quais ABNT NBR 14037 – norma de manuais de entrega; ABNT NBR 5674 – norma de gestão da manutenção; ABNT 16280 – norma de reforma (autor do texto base); ABNT NBR 15575 – norma de desempenho etc. Prestador de assessoramento técnico, laudos, pareceres a condomínios e gestão de reformas É assessor técnico de grandes entidades do setor imobiliário, construção e projetos, coordenador técnico de diversos manuais técnicos do setor e colunista de diversos canais voltados a construção e gestão de empreendimentos. whatsapp 11 99578-2550 ronaldo@rsoassessoria.com.br

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