PLANTAS PARA PAISAGISMO CUIDADOS COM AS ESCOLHAS
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PLANTAS PARA PAISAGISMO CUIDADOS COM AS ESCOLHAS EM SEU CONDOMÍNIO

As plantas, muitas vezes são escolhidas pela sua beleza, quando não há assessoramento para esta etapa, neste artigo vamos descrever algumas espécies populares que podem causar riscos à saúde das pessoas, animais e aos sistemas do edifício. Para conhecer o sistema de impermeabilização recomendamos inicialmente acessar nosso artigo MONITORE A IMPERMEABILIZAÇÃO E EVITE GASTOS DESNECESSÁRIOS, nele você conhecerá os sistemas e os cuidados para mantê-los funcionando.

Vamos iniciar descrevendo os aspectos dos riscos pois algumas plantas pela toxicidade, aspecto muitas vezes negligenciados devido a beleza das plantas, sem considerar os riscos, mas reforçamos prevenir é melhor remédio.

A intoxicação está proporcionalmente ligada ao tipo e tamanho dos seres, por isto animais e crianças correm maiores riscos, a CONDOMINIO EM ORDEM listou as principais plantas tóxicas que já encontramos nos condomínios que atuamos:

  • Gloriosa
  • Rosa do deserto
  • Cica revoluta
  • Ave do paraíso
  • Flor-da-fortuna
  • Cactos
  • Aloe
  • Copo de leite
  • Lírio da paz
  • Planta jade
  • Gerânios

Plantas que impactam nos sistemas do edifício

Outras plantas, possuem grande impacto nos sistemas do edifício como impermeabilização, drenagem ou sistemas hidráulicos, pois suas raízes  podem destruir ou prejudicar quanto ao funcionamento destes sistemas, portanto se em seu condomínio, houver alguma planta listada neste artigo, recomendamos contatar seu paisagista, onde mais uma vez esclarecemos não é um jardineiro e sim um profissional capacitado ou habilitado para esta função, para um parecer das ações necessárias para os ajustes em seu empreendimento ou engenheiro agrônomo ou florestal para verificar se realmente há problemas ou se haverá no futuro. Conforme descrevemos em nosso artigo PAISAGISMO NÃO É CUIDAR DE JARDIM SIMPLESMENTE

Outro ponto importante a se analisar no paisagismo, e seus riscos, é o tamanho dos frutos que a mesma gera, pois em uma queda por exemplo poderá ocasionar risco a saúde ou algum patrimônio.

Caso nada seja feito, estas árvores com suas raízes agressivas, podem destruir tubulações enterradas, calçadas, pavimentos, muros, causar riscos à saúde, danos por quedas etc.

Listamos algumas espécies que comumente são encontradas nas grandes cidades, mas que podem representar um grande inconveniente para as construções e pessoas, seja por suas raízes “agressivas”, seja por frutos grandes e pesados, folhas ou flores escorregadias, desrama natural perigosa, tronco frágil e suscetível a cupins, entre outros problemas.

  • Salgueiro-chorão – Salix x pendulina: Copa inadequada para as calçadas, pois atrapalha os transeuntes, devido a sua constante procura de água, os chorões têm tendência a destruir tubulações de água e esgoto enterradas.
  • Falsa-seringueira – Ficus elastica: Como as outras figueiras, esta apresenta tronco de grande diâmetro, raízes adventícias e superficiais.
  • Flamboyant – Delonix regia: Raízes tabulares, muito superficiais e agressivas.
  • Tulipeira – Spathodea campanulata: Flores com pólen tóxico às abelhas. Por ocasião da queda, as flores são mucilaginosas e escorregadias. Raízes superficiais.
  • Ficus – Ficus benjamina: Atinge grande dimensões. Nunca para de crescer. Apresenta raízes superficiais e adventícias.
  • Paineira-rosa – Ceiba speciosa: Árvore de crescimento vigoroso, grande porte, que apresenta madeira frágil, tronco recoberto de espinhos. Sujeita à quebra.
  • Pinheiro – Pinus spp: Muitas espécies de grande porte, suscetível a cupins e com derrama natural.
  • Pau-formiga – Triplaris americana: Madeira leve, raízes superficiais, grandes dimensões e atrai formigas.
  • Eucalipto – Eucaliptus spp: A maioria das espécies apresenta grande porte, sistema radicular superficial e derrama natural.
  • Abricó-de-macaco – Couroupita guianensis – Também conhecida como bola-de-canhão. Seus frutos são grandes, pesados e malcheirosos, podem provocar acidentes e muita sujeira.
  • Abacate – Persea americana: Árvore de madeira frágil, com tendência à quebra e que pode atingir grandes proporções. Frutos grandes, que provocam sujeira.
  • Manga – Mangifera indica: Sistema radicular superficial, frutos grandes que provocam muita sujeira.
  • Guapuruvu – Schizolobium parahyba: Árvore de crescimento vertiginoso e porte avantajado. Madeira muito frágil, sujeito à quedas e quebra dos ramos.
  • Pinheiro-do-paraná – Araucaria angustifolia: Árvore nativa de grandes dimensões, seu maior problema é a derrama natural. Em locais com muitos exemplares, é indicado um programa de podas para evitar a derrama. Suscetível a cupins.
  • Jaca – Artocarpus heterophyllus: Árvore de frutos gigantes que podem causar sérios acidentes, caindo sobre automóveis e ferindo pessoas.
  • Chapéu-de-sol – Terminalia catappa: Sistema radicular superficial. Copa pode atingir grandes proporções.
  • Casuarina – Casuarina equisetifolia: Raízes superficiais.
  • Plátano – Platanus x hispanica: Grandes dimensões e raízes superficiais. Exige podas anuais e suas folhas provocam muita sujeira. Tronco suscetível a brocas.
  • Grevilha – Grevilea robusta: Sistema radicular superficial e vigoroso.
  • Tipuana – Tipuana tipu: Porte avantajado, raízes agressivas e madeira frágil, que é mais propícia a quebras e cupins.
  • Álamo – Populus nigra: Raízes agressivas.
  • Jambolão – Syzygium jambolanum – A queda dos pequenos frutos provoca muita sujeira em calçamentos, áreas de estacionamento e em automóveis.

Plantas não indicadas por causar problemas no sistema de impermeabilização:

O desempenho da impermeabilização nos jardins irá depender também das plantas que vão ocupar o mesmo. Ao buscar água a grandes profundidades, elas podem perfurar a impermeabilização e danificar todo o sistema. Alguns procedimentos preventivos são possíveis:

  • Fícus,
  • Cipreste,
  • Junípero,
  • Tuia (pinheirinhos),
  • Schefflera (Brassaia),
  • Assim como algumas espécies de bambus são desaconselháveis;

Cuidados com as áreas de plantação

  • Nas jardineiras deverá ser mantido o nível de terra em, no mínimo, 10 cm abaixo da borda para evitar infiltrações;
  • Tomar os devidos cuidados com o uso de ferramentas, como picaretas e enxadões, nos serviços de plantio e manutenção dos jardins, a fim de evitar danos à camada de proteção mecânica existente e possíveis sistemas antiraiz aplicados sobre a proteção mecânica.
  • Na instalação de sistemas de irrigação, um profissional especializado deverá ser consultado para que não ocorram danos no sistema impermeabilizante.
  • Caso ocorra entupimento em algum ralo, é necessário tomar o máximo cuidado ao desobstruí-lo, pois na borda superior do tubo existe uma gola impermeável que poderá ser danificada.

Plantas que não trazem prejuízos aos sistemas de um edifício:

  •  Begonia rex,
  • Acalipha,
  • Bambu de Pesca,
  • Bambu Japonês,
  • Bambu Metake,
  • Bambusa,
  • Begônias,
  • Dracena,
  • Heliconia,
  • Iris,
  • Ráfia,
  • Trapoeraba.

Contribuíram com o artigo: José Miguel Morgado – IBI – Manual de uso, operação e manutenção da impermeabilização

 

 

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About Ronaldo Sá Oliveira

Ronaldo Sá Oliveira
Diretor da RSO ASSESSORIA, especialista em normalização atuando em mais de uma centena de comissões técnicas nos últimos anos, dentre as quais ABNT NBR 14037 – norma de manuais de entrega; ABNT NBR 5674 – norma de gestão da manutenção; ABNT 16280 – norma de reforma (autor do texto base); ABNT NBR 15575 – norma de desempenho etc. Prestador de assessoramento técnico, laudos, pareceres a condomínios e gestão de reformas É assessor técnico de grandes entidades do setor imobiliário, construção e projetos, coordenador técnico de diversos manuais técnicos do setor e colunista de diversos canais voltados a construção e gestão de empreendimentos. whatsapp 11 99578-2550 ronaldo@rsoassessoria.com.br
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