extintor saiba tudo sobre manutenção, inspeção com a mudança da norma
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REGRAS DE MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO DE EXTINTORES

O extintor teve alteração em suas inspeções com a publicada em dezembro de 2016, a ABNT NBR 12962 inspeção e manutenção de extintores de incêndio, a mesma define novos critérios a respeito da qualidade dos extintores de incêndio, e estabelece os requisitos para conferência periódica e os serviços de inspeção e manutenção de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, desde modo há um aumento na segurança dos usuário e desempenho adequado do produto no momento de sua utilização.

A norma não se aplica aos seguintes extintores: com carga de água, dotados de válvula pneumática para pressurização; dotados de válvula tipo três movimentos; com carga de CO2 dotados de rosca de ½” 14 NPT ou rosca ½” 14 NGT; e recipientes e cilindros cromados.

A nova norma, muda principalmente requisitos a respeito de procedimento de inspeção, definição do nível de manutenção, conteúdo do relatório da manutenção de segundo nível e critérios para pintura do recipiente ou cilindro de extintor de incêndio.

Pode-se definir a inspeção como o exame periódico ou que antecede a manutenção do extintor, cuja execução requer profissional capacitado, realizado no extintor de incêndio por empresa registrada no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), sem a desmontagem do equipamento, com a finalidade de verificar se este permanece em condições de operação no tocante aos seus aspectos externos e que serve para definir o nível de manutenção a ser executado nesse extintor, caso necessário.

A manutenção é um serviço de caráter preventivo e/ou corretivo cuja execução requer profissional capacitado da empresa registrada no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), ferramental, equipamentos e local apropriados, realizado, obrigatoriamente, por empresa registrada no âmbito do SBAC, compreendendo o exame completo do extintor de incêndio, com a finalidade de manter suas condições de operação, de forma a proporcionar confiança de que o extintor de incêndio estará apto a funcionar com segurança e desempenho adequados ao combate de princípios de incêndio.

Quando não for possível identificar o valor da PNC deve-se adotar 1 MPa para extintores de pressurização direta e 1,4 MPa para os de pressurização indireta. Para os efeitos de aplicação desta norma, considerar 1 MPa equivalente a 10 kgf/cm².

A indicação de marcas deve ter caráter meramente exemplificativo dos requisitos técnicos que devam ser atendidos. A massa do extintor portátil não pode ultrapassar 20 kg bem como a massa do extintor sobre rodas não pode ultrapassar 250 kg. Quando da realização dos serviços de manutenção de terceiro nível, os extintores de incêndio e seus componentes devem ser submetidos aos ensaios de verificação de vazamento, em conformidade com as normas de referência específicas.

Quando a inspeção técnica e a manutenção do extintor de incêndio demandar a substituição de qualquer componente, esse componente deve atender ao estabelecido, sendo que, especificamente com relação ao pó para extinção de incêndio deve atender a NBR 9695 e ao descrito no item 6.3. Considerar que o material do tubo-sifão deve ser aquele indicado nas normas de fabricação descritas na Seção 4 e no manual do fabricante do extintor.

A verificação mensal a ser feita pelo proprietário ou responsável do extintor de incêndio com a finalidade de constatar se este permanece em condições de operação no tocante aos seus aspectos externos e instalação adequada. Esta verificação deve ocorrer em intervalos mais frequentes quando as circunstâncias exigirem.

A conferência periódica deve verificar:

  • se o extintor está instalado adequadamente quanto à sua localização, classe e risco de fogo, sinalização, faixa de temperatura de operação, fixação ou apoio em suporte, desobstrução e fácil visualização;
  • o aspecto externo quanto a dano e corrosão;
  • condições de lacração, de modo a evidenciar a inviolabilidade do extintor de incêndio;
  • prazos limites descritos para execução dos próximos serviços de inspeção e manutenção;
  • quadro de instruções legível e adequado ao tipo e modelo do extintor de incêndio; as condições de uso do conjunto de rodagem e transporte;
  • adequação e condições aparentes da mangueira de descarga, válvula, punho, difusor e cilindro para o gás expelente (ampola), quando for o caso;
  • posição e condição do ponteiro do indicador de pressão na faixa de operação;
  • desobstrução do orifício de descarga.

Na inspeção deve-se deve verificar:

  • condições do ambiente a que está exposto o extintor de incêndio, quando aplicável;
  • identificação do fabricante do extintor de incêndio, gravada de forma indelével no recipiente ou cilindro;
  • condições de lacração, de modo a evidenciar a inviolabilidade do extintor de incêndio, verificando se o lacre tem possibilidade de ruptura quando da utilização;
  • data da última manutenção e do último ensaio hidrostático, os prazos-limites para execução dos próximos serviços, a validade destes e se são mantidas as condições que preservem a garantia dada aos serviços;
  • quadro de instruções, legível e adequado ao tipo e modelo do extintor de incêndio, e à faixa de temperatura de operação indicada; fixação dos componentes roscados;
  • integridade e funcionalidade do conjunto de rodagem e transporte; as condições aparentes da mangueira de descarga, punho e difusor, quanto a rachaduras, trincas, ressecamentos, entre outros danos, quando for o caso;
  • recipiente ou cilindro do extintor de incêndio e seus componentes aparentes, quanto à presença de sinais de corrosão e outros danos;
  • ponteiro do indicador de pressão na faixa de operação, ou seja, área verde do indicador de pressão; a existência de todos os componentes aparentes necessários para seu transporte e funcionamento; a desobstrução do orifício de descarga;
  • no caso do extintor de incêndio com carga de dióxido de carbono (CO2), os registros da massa do extintor de incêndio completo com carga (PC) e da massa do extintor vazio (PV) indicados na válvula;
  • no caso do extintor de incêndio com carga de dióxido de carbono (CO2), a carga real de gás é realizada por meio da verificação da massa (pesagem), comparando com o valor indicado na válvula de descarga, com tolerância até –10 % da carga nominal;
  • no caso dos cilindros para gás expelente (ampola) com carga de dióxido de carbono (CO2), a carga real de gás é realizada por meio da verificação da massa (pesagem), comparando com o valor indicado em sua válvula de descarga, com tolerância até –10 % da carga nominal, ou por meio da verificação da pressão, no caso dos cilindros para gás expelente (ampola) com carga de gás permanente (por exemplo, nitrogênio), com tolerância de até –10 % da pressão de operação nominal.

Ficam impedidos de serem submetidos à manutenção os recipientes dos extintores de incêndio de baixa pressão, os cilindros dos extintores de incêndio de alta pressão e os cilindros para o gás expelente que não possuam as seguintes marcações à punção: identificação do fabricante; número do recipiente ou cilindro; data de fabricação; norma Brasileira de fabricação; e código de projeto (para os extintores com fabricação a partir de 2006).

A manutenção de primeiro nível, por consistir em procedimento de caráter corretivo, envolvendo componentes não sujeitos à pressão permanente, pode ser executada, sempre que for requerida por uma inspeção, no local onde o extintor de incêndio se encontra instalado, desde que não haja justificativa para a remoção do extintor de incêndio para a empresa registrada prestadora de serviço.

Manutenção de primeiro nível

  • limpeza dos componentes aparentes;
  • reaperto de componentes roscados que não estejam submetidos à pressão;
  • colocação do quadro de instruções, quando necessário, conforme Anexo C;
  • a substituição ou colocação de componentes que não sejam submetidos à pressão, conforme Anexo B.

Manutenção de segundo nível

Por consistir em procedimento de caráter preventivo e corretivo, deve ser executada na frequência conforme a seguir:

  • extintores fabricados anteriormente à NBR 15808 e NBR 15809: após término da garantia do fabricante ou uso: até 12 meses; extintores fabricados em conformidade com a NBR 15808 ou NBR 15809: durante a garantia do fabricante: conforme manual de manutenção do fabricante;
  • após término da garantia do fabricante ou uso: se especificados processo, procedimento e periodicidade da manutenção, bem como componentes a serem substituídos no manual de manutenção: até o determinado no manual de manutenção do fabricante;
  • na ausência dessas especificações, até 12 meses; caso a inspeção determine, a frequência da manutenção pode ser reduzida; para extintores com carga de dióxido de carbono, fica a critério da empresa que realizou a manutenção de 2º nível ou 3º nível determinar o prazo máximo da manutenção de 2º nível, respeitando como data limite a realização da manutenção de 3º nível.

Manutenção de terceiro nível

Tem caráter preventivo e corretivo, e visa verificar a resistência e as condições de operação do extintor de incêndio e seus componentes.

  • Os extintores devem ser submetidos a este nível de manutenção em um intervalo máximo de cinco anos, contados a partir de sua data de fabricação ou da realização do último ensaio hidrostático.

Independentemente da data de realização do último ensaio hidrostático, os recipientes e cilindros devem ser submetidos imediatamente a este ensaio, quando não for possível identificar quando se deu o último ensaio hidrostático ou, ainda, quando apresentarem qualquer uma das situações previstas a seguir: corrosão maior que grau Ri1, definido na ABNT NBR ISO 4628-3, no recipiente, cilindro ou nas partes que possam ser submetidas à pressão momentânea ou que estejam submetidas à pressão permanente, ou nas partes externas contendo mecanismo ou sistemas de acionamento mecânico; defeito na alça de transporte ou gatilho de acionamento, desde que estes constituam parte integrante de componentes sujeitos à pressão permanente ou momentânea; submetidos a danos térmicos ou mecânicos.

O extintor de incêndio deve atender aos requisitos de desempenho estabelecidos no Anexo E quanto à tolerância de carga, tempo de descarga e rendimento segundo os métodos de ensaio descritos. A avaliação do desempenho dos extintores de incêndio deve ser realizada de modo a verificar se os extintores atendem aos requisitos de desempenho estabelecidos nesta norma. Tem também, a finalidade de avaliar se o serviço de inspeção técnica e a manutenção de extintores de incêndio realizados são capazes de reproduzir os requisitos de desempenho estabelecidos nesta norma.

NORMAS RELACIONADAS AO TEMA:

  • ABNT NBR 12962 – Extintores de incêndio – Inspeção e manutenção
  • ABNT NBR 12274 – Inspeção em cilindros de aço, sem costura, para gases
  • ABNT NBR 14105-1 – Medidores de pressão – Parte 1: Medidores analógicos de pressão com sensor de elemento elástico – Requisitos de fabricação, classificação, ensaios e utilização
  • ABNT NBR 15808 – Extintores de incêndio portáteis
  • ABNT NBR 15809 – Extintores de incêndio sobre rodas
  • ABNT NBR 5426 – Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos
  • ABNT NBR 9695 – Pó para extinção de incêndio

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About Ronaldo Sá Oliveira

Ronaldo Sá Oliveira
Diretor da RSO ASSESSORIA, especialista em normalização atuando em mais de uma centena de comissões técnicas nos últimos anos, dentre as quais ABNT NBR 14037 – norma de manuais de entrega; ABNT NBR 5674 – norma de gestão da manutenção; ABNT 16280 – norma de reforma (autor do texto base); ABNT NBR 15575 – norma de desempenho etc. Prestador de assessoramento técnico, laudos, pareceres a condomínios e gestão de reformas É assessor técnico de grandes entidades do setor imobiliário, construção e projetos, coordenador técnico de diversos manuais técnicos do setor e colunista de diversos canais voltados a construção e gestão de empreendimentos. whatsapp 11 99578-2550 ronaldo@rsoassessoria.com.br

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