ACESSO CONDOMINIAL DIFERENCIE IDENTIFICAR E RECONHECER
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ACESSO CONDOMINIAL DIFERENCIE IDENTIFICAR E RECONHECER

O assunto segurança em condomínio, com certeza é um dos mais comentados na atualidade, e para escrever sobre acesso em condomínios, entrevistei um dos maiores especialistas sobre o tema, o qual é responsável por projetos em centenas de edifícios, de diversos portes e poder aquisitivo, Andre de Pauli (andredepauli@msn.com) , o qual esclareceu pontos importantes que compartilho com todos que acessam a CONDOMÍNIO EM ORDEM, o qual tem este objetivo, de levar conhecimento técnico em uma linguagem apropriada a todos.

Apesar da similaridade nos dicionários da língua portuguesa os termos identificar e reconhecer têm sido aplicados para condições distintas e diferentes entre si na segurança condominial, tanto para o controle de acessos para pedestres ou veículos.

Seja para estabelecer a “identidade”, ou seja, a individualização de uma pessoa é possível aplicar recursos biométricos, dentre os apresentados no quadro comparativo entre aspectos relevantes para a segurança condominial:

 

Modelos Facilidade de Uso Falhas Precisão Rejeição do Usuário Nível Segurança
Digital

Alta

Aspereza, sujeira, idade, profissão. Alta Média

 

Alto

Palma mão e veias

Alta

Modelo de leitora Alta Média

Alto

Retina

Baixa

Óculos Muito alta Média

Alto

Iris

Média

Iluminação Muito alta Média

Muito alto

Face

Média

Iluminação Alta Média

Médio

Assinatura

Média

Especialistas em clonagem Média Baixa

Baixa

Voz

Alta

Ruído e males na garganta Média Baixa

Médio

 

Para tais casos adoto o verbo: IDENTIFICAR, pois o sistema eletrônico de Segurança estabelece com elevadíssima precisão a pessoa.

Já o verbo RECONHECER está relacionado à capacidade do sistema eletrônico ou mecânico relacionar recursos com as pessoas, tais como:

 

Modelos Facilidade de uso Falhas Nível Clonagem Nível de Rejeição Nível Segurança
Chaves

Alta

Perda ou troca Alto Baixo

Baixo

Senhas

Média

Esquecimento Médio Médio

Médio

Cartões

Alta

Perda ou troca Médio Baixo

Médio

Controle Remoto

Média

Perda Médio Baixo

Médio

Chaveiro RFID

Alta

Perda Baixo

Baixo

Médio

TAG

Alta

Posição frente a leitora Baixo Baixo

Alto

O diferencial relevante entre as duas formas está na garantia em se saber quem é e se está autorizado a ingressar no ambiente controlado.

A identificação biométrica ocorre por meio de leitoras instaladas próximas às barreiras móveis (catracas, torniquetes, portas giratórias), as quais, por sua vez, somente liberam o acesso após consulta eletrônica a um banco de dados e, neste momento, certificam a pessoa e suas autorizações, como por exemplo, data e horário que está permitida ingressar. Inclui também a lógica da direção do fluxo da passagem (para entrar precisa ter saído do ambiente).

Já para os recursos físicos móveis ou informações, caracterizados por seus pequenos portes e elevada mobilidade, são passíveis de empréstimo, de serem obtidos de forma indevida por terceiros, que poderão fazer uso do meio físico ou da informação (senha) e assim burlar com facilidade o sistema para as mais diversas finalidades.

De acordo com o grau de segurança que se pretenda aplicar ao acesso recomenda-se adotar o que se conhece por dupla autenticação, ou seja, a biometria e um dos recursos físicos ou lógicos (senha), ou um recurso físico associado a uma senha, por exemplo.

A definição do uso, muitas vezes, está atrelada a fatores como rejeição do usuário e/ou ao investimento, desconsiderando até mesmo o nível de segurança requerido para o ambiente. Aos que compram preços recomendamos leitura do artigo: “NEM SEMPRE CONTRATAR O MENOR PREÇO É CONTRATAR O MAIS BARATO”.

A qualidade do projeto, dos equipamentos, da instalação, da infraestrutura, dos softwares associados na integração de todo este conjunto é vital para o sucesso do funcionamento sem falhas o que leva à falta de credibilidade, à crítica mordaz dos que a oposição aos que defenderam o investimento ou a compra do “mais barato” e, principalmente, aos que buscam burlar o sistema para produzir perdas e danos ao empreendimento.

Fazer mal feito leva a pagar algumas vezes mais e um desgaste enorme em ter que recadastrar toda população do condomínio. Em alguns casos o recadastramento chega a ser pior que a violação de um criminoso.

A CONDOMÍNIO EM ORDEM recomenda que para projetos de segurança sempre seja contratado um profissional, especialista independente de fornecedores de produtos e serviços. Jamais adote achismos de curiosos ou simples vendedores de sistemas, os quais nunca estarão comprometidos com o resultando e sim com os ganhos.

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About Ronaldo Sá Oliveira

Ronaldo Sá Oliveira
Diretor da RSO ASSESSORIA, especialista em normalização atuando em mais de uma centena de comissões técnicas nos últimos anos, dentre as quais ABNT NBR 14037 – norma de manuais de entrega; ABNT NBR 5674 – norma de gestão da manutenção; ABNT 16280 – norma de reforma (autor do texto base); ABNT NBR 15575 – norma de desempenho etc. Prestador de assessoramento técnico, laudos, pareceres a condomínios e gestão de reformas É assessor técnico de grandes entidades do setor imobiliário, construção e projetos, coordenador técnico de diversos manuais técnicos do setor e colunista de diversos canais voltados a construção e gestão de empreendimentos. whatsapp 11 99578-2550 ronaldo@rsoassessoria.com.br

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