ESTAÇÃO DAS CHUVAS CHEGANDO, MELHOR SE PRECAVER
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ESTAÇÃO DAS CHUVAS CHEGANDO, MELHOR SE PRECAVER

Todos os anos uma série de acidentes ocorrem em edificações de todos os tipos, viadutos, pontes, prédios, marquises, etc., causando perdas humanas e econômicas, chocando a população, chamando a atenção para as possíveis causas destes desastres.

É notório, que quando ocorre uma tragédia, imediatamente todos correm em identificar que o prefeito ou governador, não realizaram as manutenções, mas e em seu condomínio será que as manutenções estão em dia? Pois em uma analogia simples o síndico é o prefeito ou governador de um condomínio.

Já escrevi diversos artigos e em todos os cases, pude observar que a falta de manutenção preventiva, o surgimento de infiltrações, de trincas, a ausência de profissional habilitado na condução do processo de intervenção, entre outros motivos, está entre as causas das tragédias.

Nestas ocasiões, dúvidas são levantadas e as pessoas se sentem despreparadas para evitar a ocorrência de acidentes semelhantes. Parece que o mito do Brasileiro Cordial, que pensa que tudo pode ocorrer com os outros, com outras edificações, em outras cidades, se manifesta reiteradamente.

Ainda há os que pensam que fazer manutenção em seu carro é só para não perder a garantia, que como responsável legal de um prédio (síndico), não precisa gastar com obras que ninguém vê…

Chuvas chegando e só a prevenção se confirma como o melhor remédio para a proteção de pessoas e do patrimônio.

Fim e início de ano e a tentação de fazer reformas nos prédios cresce exponencialmente! Quais as precauções devem ser tomadas para se efetuar uma reforma?

Existem indícios aparentes para se identificar quando algo está errado com a reforma? Que obras podem ser feitas depois que o edifício está pronto?

Que documentação e permissões são necessárias para realizar uma reforma em um edifício? O que fazer ao perceber que existem irregularidades na reforma do mesmo?

Estas são algumas questões levantadas pela sociedade, que tem reforçada a sensação de que as edificações não têm durabilidade e de que faltam mecanismos efetivos de fiscalização e acompanhamento.

Sim, posso citar algumas cidades brasileiras, onde a inspeção predial periódica é obrigatória.

  •  Balneário Camboriú – SC: Lei 2805;
  • Bauru -SP: Lei 4444;
  • Belém – PA: Lei 7737
  • Cuiabá – MT:  Lei 5.587
  • Jundiaí – SP: Lei Complementares nº 261 e 278;
  • Porto Alegre – RS: Decreto 17.720;
  • Ribeirão Preto – SP: Lei Complementar 1.669;
  • Rio de Janeiro, Lei Estadual 6400
  • Santos – SP: Lei Complementar 441;
  • São Vicente – SP: Lei 2854-A.

A edificação que você mora ou usa, já providenciou a inspeção predial?

Lembro que à estas vistorias devemos observar as normas técnicas envolvidas no processo de inspeção predial, tais como:

ABNT NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção;

ABNT NBR 14037 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos;

ABNT NBR 16280 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas – Requisitos.

ABNT NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho

Em âmbito federal, existe projetos de lei, em avaliação no Senado Federal, estabelece a fiscalização periódica de edificações em todo o país, prevendo a periodicidade de acordo com a idade do edifício. Para prédios com mais de 30 anos de existência, a inspeção deve ser realizada a cada cinco anos.

A prevenção também passa pela realização e execução de projeto de engenharia e a utilização de técnicas construtivas e produtos adequados e de qualidade reconhecida durante a obra, que ofereçam maior durabilidade aos imóveis. Os impermeabilizantes, por exemplo, ainda pouco utilizados em obras de todos os portes são essenciais para evitar danos às estruturas por conta da umidade.

Não é rara a ocorrência de problemas, como manchas e goteiras, durante o verão, quando o volume de chuvas é maior, um sinal claro de falta de proteção contra a umidade e o excesso de água e que pode comprometer as estruturas. Estes transtornos podem ser facilmente evitados e corrigidos com a impermeabilização das estruturas, que mantém as condições normais da construção e ainda amplia a vida útil da edificação.

Além de proteger as estruturas, a impermeabilização proporciona benefícios econômicos, uma vez que os custos com impermeabilização previstos à um prédio residencial corresponde de 1% a 3% do orçamento total, enquanto os gastos decorrentes da má impermeabilização ou de sua ausência podem superar, facilmente, os 10%. Este é um dos caminhos para se evitar tragédias que todos os anos vemos acontecer.

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About Marcos Storte

Marcos Storte
Engenheiro civil, Mestre em engenharia, Stricto Sensu em Construção Civil e Urbana com vasta experiência, abrangendo projetos, contratos, planejamento e execução de obras na construção civil, sendo 32 anos de experiência na área técnico-comercial Denver e Viapol. Atuante na área de impermeabilização e acústica, palestrante em congressos nacionais e internacionais e comissões de estudo da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Diretor técnico da A2S consultoria. Site: www.a2sconsultoria.com.br Contato: marcos.storte@a2sconsultoria.com.br

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